8 de dezembro de 2009

O gosto por ser só.


S
empre gostei de fantasias, vivia de amores inventados e sentimentos exagerados. Era atriz e nem mesmo sabia. Tinha o meu próprio mundo, cheio de drama e personagens meus. Fingia que não precisava fantasiar, mas toda a minha vida era cinema. Já a minha mente, meu maior teatro. Então, um dia quando o espetáculo se fez real, com toda sua beleza e sem o drama, eu não quis atuar. Quis não ser parte. Preferi ser espectadora. Quando o amor quase se fez presente, quando finalmente alguém quis fazer das fantasias canto e dança no palco da vida real, eu fugi pela porta dos fundos. Assim mesmo, descaradamente pelos fundos. Metade por medo, metade por precaução. Mas a verdade é só uma: Eu gosto de ser só. É, essa é a verdade. Nua e crua. Gosto de ser minha, só minha e de mais ninguém.


"Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
Sou minha mãe e minha filha,
Minha irmã, minha menina
Mas sou minha, só minha e não de quem quiser."
[ 1º de Julho - Cássia Eller/ Legião Urbana]

4 de novembro de 2009

Flor sem espinhos...

É estranha essa sensação nova que toma conta de mim. É uma sensação de esperança e de fé que fala alto em meu peito. A fé que digladia com o medo, as duas travando uma batalha que não parece ter fim. Medo da falha, fé que desafia o medo. É o desejo de novos ventos, de ciclos que se fecham e caminhos que se abrem. Novos começos. Quero nascer de novo, e essa fé, me diz que posso, que devo. Mas o temor, aquele que tenho tentado incansavelmente deixar escondido lá no fundo, volta vez em quando pra avisar, que ainda tá lá e que não quer embora tão cedo. Mas hoje não, hoje quero ser menina outra vez, quero ter de volta a inocência de criança, mas com força de mulher. Hoje não quero saber de medos, quero flores sem espinhos. Só por hoje quero apenas crer. Crer que nessa vida para poder, basta querer e que sonhos, não precisam ser sonhos. E hoje essa sensação de esperança também me lembra você, (mesmo que não me lembre de ter te esquecido um só segundo), me lembra nós. Acontece, que entre a fé e o medo, ali, no meio de toda aquela batalha, há sempre o teu espaço. É aquela parte de mim, que quer ser parte sua. E sei que parte em ti, também quer ser parte minha. Então, por hoje, venha. Por hoje quero esquecer o medo, deixa o temer pra outro dia e vem cá, me abraça daquele teu jeito escudo e me deixa ser flor em teus braços. Me deixa crer em mim, em meus sonhos, mas também, em nós.


"E mesmo que pareça tolo
E sem sentido
Eu ainda brigo por sonhos
Eu ainda brigo"

[Flores e Espinhos - Paralamas do Sucesso]




PS: Ganhei esse selinho lindo da Luna (que é uma linda *-*), regras:
1- Postar o selo.
2- Linkar quem te ofereceu o selo.
3- Indicar dez blogs que não saem da sua cabeça

1. Palavras e Silêncio.
2. Brilhante
3. Doces e mini certezas.
4. Cansei de inventar.
5.Pensamentos Soltos

6. Além do amor.
7.
Promessas de Sol
8. Sentimentos Declarados
9. Pe-da-ços
10. Pungente

4- Avisá-los que receberam o selo.

5- Listar dez coisas que não saem da sua cabeça:

sonhos, independência, futuro, esperança, fé, Los Hermanos, Maria Gadú, aquele abraço, ele, nós.

Luna, linda, obrigada pelo selo ;)

1 de novembro de 2009

Te deixei entrar...

"Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás a beira do abismo
Abismo que cavaste com teus pés"
[O mundo é um moinho - Cartola]



Eu te deixei entrar. Assim, sem explicações, nem perguntas. Não te perguntei de onde veio, e a que veio. Não quis saber do teu passado, não quis conhecer o teu antes. Eu quis o teu agora. O teu silêncio e tuas palavras não ditas, mas sentidas. Aquele teu olhar de quem estava ali para ficar, ainda que trouxesse consigo as cicatrizes do caminho. Mas eu também não quis saber delas, deixei-as para lá. Pedi para que você ficasse, sentasse e me deixasse sentir você. Falei que você não precisava me mostrar quem era, não naquele dia. Naquele dia eu só queria o teu olhar, o teu sorriso e teu corpo. Era teu pensar, o teu gosto, você. E de tanto querer, me perdi, fantasiei, me iludi. Ilusão essa que eu mesma criei e me afoguei. E me afogo, cada vez mais. Eu te deixei entrar. Assim, sem explicações, nem perguntas. Te deixei crescer em mim. E agora, o que me resta é caminhar sozinha por este labirinto de sentir que eu mesma cavei e parece não ter mais saída.